Economia
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Nesta quarta-feira, 16 de agosto de 2023, uma das principais questões que têm intrigado os produtores é a trajetória futura do dólar. O comportamento das cotações da moeda americana em relação ao real brasileiro tem sido influenciado por diversos fatores, como a valorização do dólar e do real, bem como condições econômicas globais. Para nos auxiliar a compreender esses movimentos e traçar possíveis cenários, contamos com a expertise de Juliano Reis, economista da Agencia Mercado, que gentilmente compartilhou sua visão conosco.

As complexibilidades do mercado cambial do dólar

A dinâmica atual do mercado cambial está repleta de desafios e pontos focais. A China, por exemplo, tem gerado preocupações devido a sua economia e ações recentes. Além disso, as próximas decisões do Federal Reserve nos Estados Unidos, assim como a situação fiscal no Brasil, também estão no radar. Embora a semana apresente uma agenda de indicadores um tanto leve, o cenário global tem se mostrado mais avesso ao risco, afetando ativos arriscados, como é o caso do Brasil.

A ata do Federal Reserve

Hoje, quarta-feira, temos a divulgação da ata da última decisão de política monetária do Federal Reserve, o banco central dos EUA. Essa divulgação poderá influenciar o valor do dólar, dependendo do que indicar sobre o ciclo de alta dos juros. Caso se mostre que alguns integrantes do Fed estão inclinados a encerrar o ciclo de aumento dos juros, isso poderá contribuir para a desvalorização do dólar internacionalmente, o que, por sua vez, afeta a taxa de câmbio do Brasil.

Os impactos da economia chinesa

As últimas semanas têm sido marcadas por dados negativos da economia chinesa, incluindo preços de moradia, produção industrial, vendas do varejo e inflação. Esses números afetam a perspectiva de demanda chinesa por commodities, como soja, o que impacta diretamente o mercado brasileiro que usa o dólar como moeda de compra e venda. Somado a isso, a postura mais cautelosa dos investidores globais tem pressionado a taxa de câmbio brasileira para cima.

Fatores em jogo no mercado cambial

O mercado cambial é altamente complexo e influenciado por múltiplos fatores. Além da China e dos riscos globais, há outros elementos a serem considerados. Por exemplo, as expectativas de aprovação de pautas econômicas no Congresso, como o arcabouço fiscal, podem atuar para reduzir a taxa de câmbio. Além disso, dados econômicos negativos na Europa também impactam o comportamento dos investidores, levando-os a buscar ativos mais seguros e afetando as moedas de países emergentes, como o Brasil.

Impacto no Agronegócio brasileiro

O cruzamento entre o mercado cambial e as exportações brasileiras é vital para o agronegócio do país. As exportações recordes de produtos agrícolas, como soja e milho, estão trazendo mais dólares para o Brasil, o que exerce pressão sobre a taxa de câmbio. No entanto, essa relação é sensível e deve ser cuidadosamente monitorada, considerando que as expectativas de crescimento da China, por exemplo, podem afetar a demanda por esses produtos e, consequentemente, o câmbio.

O desempenho setorial e a perspectiva de crescimento

É crucial observar que o desempenho econômico dos setores não é uniforme. Enquanto alguns setores, como o imobiliário na China, enfrentam desafios, outros, como o consumo de alimentos, apresentam um cenário mais positivo. A China, embora cresça a taxas mais moderadas do que o esperado, ainda desempenha um papel importante na demanda por commodities, o que impacta as exportações brasileiras.

Desafios e planejamento para os produtores

Para os produtores rurais, a volatilidade cambial do dólar é um fator a ser considerado e planejado. Embora seja difícil prever a trajetória exata do dólar no curto prazo, é importante utilizar instrumentos de proteção cambial para mitigar riscos. O mercado cambial está sujeito a diversas influências, incluindo fatores externos e domésticos, como a política monetária e a inflação. A incerteza global, aliada aos reajustes nos preços dos combustíveis, pode afetar a trajetória da taxa de câmbio e, consequentemente, a formação de preços para os produtores.

Resumo do mercado

Em um cenário complexo e influenciado por múltiplos fatores, a trajetória do dólar frente ao real é desafiadora de se prever. No curto prazo, a volatilidade do dólar é intensa, e no Médio prazo, a tendência aponta para uma leve desvalorização. Produtores rurais devem manter-se informados, utilizar estratégias de proteção cambial e adaptar seus planos conforme as oscilações do mercado. A interconexão entre mercado cambial e agronegócio é notável, exigindo análises constantes para tomadas de decisão mais assertivas em um contexto de incertezas.

No momento em que economistas do mundo inteiro discutem medidas para garantir a saúde financeira de suas economias e cadeias produtivas, o Brasil assume, mais uma vez, a vanguarda do atraso diante da ameaça de uma crise sistêmica nos sistemas bancários. Nesta quarta-feira, 22/03, depois de dois dias em reunião, o Comitê de Política Econômica do Banco Central (Copom) decidiu que o país vai manter a maior taxa de juros real do mundo. A Selic ficará, portanto, nos 13,75%, em mais um ato de ataque à economia popular e ao crescimento econômico do país.

“Roberto Campos, explique: como empresários podem captar recursos com os maiores juros do mundo?”, indagou a presidenta Nacional do PT, Gleisi Hoffmann, após o nefasto anúncio feito pelo banco. “Como investir se o dinheiro aplicado rende 8% [de juros] reais?”, questionou a petista, ao lembrar que a manutenção da taxa de juros impede na prática investimentos no país.

“A decisão revela uma completa submissão deste Comitê aos interesses dos rentistas e um evidente boicote do presidente do Banco Central ao esforço de todos e todas que trabalham pela retomada das atividades e do crescimento econômico, gerando emprego e distribuição de renda”, reagiu a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

“A decisão também revela o quanto é ruim para o país um Banco Central que se declara autônomo, mas se encontra nas mãos de rentistas, especialmente quando têm compromissos com forças políticas contrárias ao povo e ao governo federal”, destaca a CUT.

Na contramão do debate internacional

A imposição do Copom bate de frente com as análises de alguns dos mais reconhecidos economistas entrangeiros, entre eles o Nobel de Economia Joseph Stiglitz, que considerou a taxa de juros “chocante” e uma pena de morte para qualquer economia.

“É claro que juros altos afastam investimento e reduzem produtividade”, constatou Stiglitz. “O país é muito dependente de commodities e precisa de transição para uma economia industrial verde”, ressaltou o economista no seminário sobre desenvolvimento sustentável promovido pelo BNDES nos dias 20 e 21, na sede do banco, no Rio de Janeiro.

O seminário reuniu algumas das maiores autoridades do pensamento econômico do mundo, no âmbito da retomada do papel do BNDES no desenvolvimento do Brasil. “O país é muito dependente de commodities e precisa de transição para uma economia industrial verde”, lamentou Stiglitz, ao se referir ao impedimento da retomada do crescimento do Brasil.

Fiesp: juros são “pornográficos”

Josué Gomes da Silva presidente da Fiesp, foi incisivo e classificou os juros praticados no país como “pornográficos”. “É inconcebível a atual taxa de juros no Brasil”, protestou Silva. “Se não baixarmos os juros, não vai adiantar fazer política industrial”, advertiu o presidente da Fiesp.

“[Juro de] 8% acima da inflação acaba dificultando o consumo, atrasa investimentos e onera o fiscal”, declarou o vice-presidente Geraldo Alckmin, no mesmo seminário. “Não há nada pior para o fiscal do que isso, porque metade de dívida é Selic. Acreditamos no bom senso, de que vamos ter aí uma redução na taxa de juros”, pressionou o vice-presidente, antes do lamentável anúncio do Banco Central.

 

No momento em que a sabotagem ao Brasil praticada pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, ultrapassa todos os limites do bom senso, cresce o isolamento do bolsonarista desgarrado. Em meio às especulações sobre a manutenção da escandalosa taxa de juros do país (13,75%), a ser confirmada amanhã após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a política de austericídio monetário do BC tem sido alvo de duras críticas de economistas, entre eles o Nobel de economia, Joseph Stiglitz.

O assunto esteve no centro do debate na primeira etapa do seminário “Estratégias do Desenvolvimento Sustentável para o Século XXI”, promovido pelo BNDES, no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (20), que reuniu o presidente do banco, Aloizio Mercadante, ministros e autoridades internacionais como Stiglitz.

“A taxa de juros de vocês é de fato chocante”, fulminou o americano Joseph Stiglitz, ganhador do Nobel de Economia, durante sua participação no seminário. O economista comparou os efeitos dos juros no Brasil a uma pena de morte econômica. ‘É o tipo de taxa de juros que vai matar qualquer economia. É impressionante que o Brasil tenha sobrevivido a isso, que seria uma pena de morte”, considerou.

“E parte da razão disso é que vocês têm bancos estatais, como o BNDES, oferecendo fundos a empresas produtivas para investimentos de longo prazo com juros menores”, elogiou Stiglitz.

Para o economista, que falou sobre estratégias para o desenvolvimento sustentável no âmbito das políticas fiscal e monetária, o país pena com taxas de crescimento baixas nas últimas décadas por conta dos juros. “É claro que juros altos afastam investimento e reduzem produtividade”, constatou Stiglitz. “O país é muito dependente de commodities e precisa de transição para uma economia industrial verde”, ressaltou.

Segundo Stiglitz, já ficou demonstrado que o monopólio do mercado eleva os riscos e a desconfiança junto com a inflação. “Um Banco Central independente e com mandato só para inflação não é o melhor arranjo para o bem-estar do País como um todo”, alertou.

Com juros altos, não há política industrial

Já o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes da Silva, foi incisivo e classificou os juros praticados no país como “pornográficos”. “É inconcebível a atual taxa de juros no Brasil”, considerou Silva, para quem a atual Selic tornou-se uma amarra insustentável para a política de desenvolvimento industrial no país. “Se não baixarmos os juros, não vai adiantar fazer política industrial”, advertiu o presidente da Fiesp.

Somente pela implementação de uma política industrial sustentável é que o país pode alcançar o pleno desenvolvimento e eliminar a dependência externa de manufaturados. O Nobel de economia lembrou inclusive que a recuperação da indústria americana é o ponto de convergência entre republicanos e democratas nos Estados Unidos, especialmente no que diz respeito à fabricação de microchips, atividade colocada em segundo plano devido à financeirização da economia que marcou os últimos 40 anos.

“Bom senso”

“Acreditamos no bom senso”, afirmou o vice-presidente e ministro Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, na abertura do seminário. “Não tem inflação de demanda. Pelo contrário, precisamos estimular a economia”, argumentou Alckmin.

“[Juro de] 8% acima da inflação acaba dificultando o consumo, atrasa investimentos e onera o fiscal. Não há nada pior para o fiscal do que isso, porque metade de dívida é Selic. Acreditamos no bom senso, de que vamos ter aí uma redução na taxa de juros”, pressionou o vice-presidente.

Desigualdades e China

O professor americano James Galbraith, professor no Lyndon B Johnson School of Public Affairs, chamou a atenção para um dos mais nefastos efeitos de uma taxa de juros excessivamente alta, que é o aumento da pobreza, pois a Selic retira recursos dos mais pobres e transfere aos mais ricos, afastando investimentos. “A maior [taxa] do mundo, para uma economia grande como essa, tem profundo efeito sobre a desigualdade, pois a agrava”, advertiu o professor.

Galbraith comparou o desenvolvimento do Brasil com o chinês. Nas últimas décadas, a China utilizou recursos humanos e fez grandes investimentos em saúde, educação e infraestrutura, transformando o tecido social do país. “A China converteu a prosperidade do estado socialista em mercado de consumo, mas também, trouxe muitas ideias do Brasil”, lembrou. “O Brasil poderia ter avançado mais com juros baixos, investimento alto e tributação mais justa”, lamentou o professor.

Papel do BNDES

Também na abertura do seminário, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, chamou a atenção para o papel que o banco terá no debate dos grandes temas para o desenvolvimento sustentável do país. “Aquele banco acanhado do BNDES acabou. Ele vai debater, investir e impulsionar o crescimento do país”, prometeu Mercadante.

“O papel do banco é financiar a economia, o micro e pequeno empresário, a indústria, o crescimento, a geração de emprego, é para isso que foi criado”, reforçou.

Assista o evento

Vídeo do canal oficial no Youtube do BNDES

Texto do orçamento 2023 aprovado nesta quinta, 22/12, pelo Congresso prevê salário mínimo de R$ 1.320 (aumento real de 2,7%), Bolsa Família de R$ 600, mais R$ 150 por filho até 6 anos, e restaura programas sociais.

"É o pobre voltando a ser prioridade nesse país! Vai ter Bolsa Família de R$ 600 e mais investimento em saúde e educação", afirma o senador Humberto Costa (PT-PE).

Salário mínimo de R$ 1.320 a partir de 1º de janeiro, com aumento real de 2,7%. Bolsa Família de R$ 600 em 2023, mais R$ 150 mensais por criança menor de 6 anos. Recursos para garantir Auxílio-Gás, Farmácia Popular, Campanha de Vacinação, Merenda Escolar, Cisternas e Carro-pipa, entre outros programas.

O Orçamento para 2023 aprovado nesta quinta-feira (22) pelo Congresso Nacional já tem a marca do governo Lula antes mesmo de tomar posse, daqui a 10 dias, com prioridade absoluta para políticas públicas de combate à fome e de redução da desigualdade, deixando na poeira o pesadelo bolsonarista que fez o país andar de ré.

“Aprovamos o Orçamento de 2023 garantindo R$ 600 para o Bolsa Família (+ R$ 150 por criança até 6 anos), recomposição de recursos para programas sociais e verba para áreas que estavam sucateadas, como a educação. Tudo pronto para começar um governo histórico!”, comemorou o líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PA).

O senador Humberto Costa (PT-PE) destacou que o novo governo já vai tomar posse cumprindo a promessa de campanha de melhorar a remuneração básica do brasileiro. “Depois de quatro anos de desvalorização, o salário mínimo voltará a ter ganho real. O novo Orçamento garante o reajuste com um aumento real de 2,7%. Com isso, Lula cumpre mais uma promessa de campanha. É o pobre voltando a ser prioridade nesse país! Vai ter Bolsa Família de R$ 600 e mais investimento em saúde e educação. É o Brasil voltando a ser feliz de novo e garantindo mais dignidade ao seu povo”

O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2023 só foi a voto nesta quinta porque a definição do texto dependia da aprovação, na Câmara e no Senado, da PEC do Bolsa Família, promulgada na noite desta quarta-feira. A proposta de emenda à Constituição garantiu a destinação de recursos fora do teto de gastos para o pagamento de R$ 600 de auxílio a famílias mais vulneráveis. No texto original enviado pelo governo Bolsonaro, só havia a previsão de recursos para R$ 405. Além disso, a PEC permite ao governo Lula a destinação de recursos para os programas sociais, abandonados pela atual gestão — se é que pode ser chamada assim.

Orçamento e Governo antecipado

Pouco antes da decisão do Congresso, o presidente eleito Lula já havia mencionado o absurdo da situação em que o gabinete de transição encontrou o orçamento. “É a primeira ver que um presidente da Republica é eleito e começa a governar antes da posse”, afirmou, durante ato de entrega do relatório final do Gabinete de Transição.

“Nós tivemos a responsabilidade de fazer uma PEC e todo mundo sabia que essa PEC não era nossa, mas era para cobrir a irresponsabilidade do governo que vai sair, que não tinha colocado no Orçamento o dinheiro necessário para atender as pessoas com a política que ele próprio prometeu”, esclareceu Lula.

O presidente eleito também fez um alerta, logo depois de anunciar mais 16 ministras e ministros do futuro governo. “É importante vocês saberem que o Orçamento que vamos ter para trabalhar em 2023 é, em relação ao PIB, o mesmo Orçamento de 2019. Significa que nós paramos no tempo e no espaço durante quatro anos. Temos consciência das dificuldades. Vamos aumentar o numero dos ministérios, mas não vamos aumentar os gastos”, disse.

Déficit

De acordo com o relatório do senador Marcelo Castro (MDB-PI), o déficit da União previsto para 2023 é de R$ 231,5 bilhões. No total, o Orçamento tem receita estimada em R$ 5,2 trilhões. O valor é o mesmo da despesa, sendo que R$ 2,01 trilhões vão direto ao refinanciamento da dívida pública, ou seja, para pagar compromissos junto ao sistema financeiro. Os R$ 3,19 trilhões restantes ficam para o orçamento fiscal e para a seguridade social.

Já os R$ 19,4 bilhões reservados para as emendas de relator, vetadas por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) foram redistribuídos no orçamento. Metade foi transformada em emendas individuais de parlamentares, e a outra metade destinada a cinco áreas: R$ 4,3 bilhões para Desenvolvimento Regional, R$ 3 bilhões para Saúde, R$ 1,8 bilhões para Cidadania, R$ 416 milhões para Agricultura e R$ 169 milhões para Educação.

Informações do PT Senado

As novas condições econômicas existentes no duelo de força bélica internacional, os países integrantes do BRICS (os cinco grandes) se preparam para se tornar uma força estabilizadora global. Pensando nisso o grupo já atua para melhorar sua capacidade de lidar com riscos.

O cientista do Instituto Chongyang de Estudos Financeiros da Universidade Renmin da China, Liu Ying, acredita que é importante compreender os riscos que o mundo enfrenta. A pandemia do COVID-19 não acabou e a econômica não se recuperou ainda. Agora o conflito entre a Rússia e Ucrânia, o tsunami de sanções anti-Rússia só geram mais incertezas na política de desenvolvimento global.

Para Ying os países que integram o BRICS são fundamentais para recuperar o desempenho da econômica mundial e da governança e diplomacia entre as nações.

“Em meio à atual situação internacional instável, quando o Sistema de Reserva Federal dos EUA está elevando as taxas de juro e endurecendo a política monetária, a segurança energética global, segurança alimentar, segurança das cadeias de suprimentos e a estabilidade financeira devem estar no foco da atenção dos países do BRICS, essas são áreas onde é possível obter resultados”, ressaltou a especialista.

Liu Ying ainda destacou que “se os países do BRICS devem se tornar um forte pilar dessas questões e trazer o equilíbrio do desenvolvimento sustentável, favorecendo inclusive a criação de um novo modelo para as relações internacionais”.

“Na conjuntura atual a Rússia está sob sanções conjuntas dos EUA e Europa, os países do BRICS devem mostrar coragem e sabedoria na resposta a essas restrições. Devem tratar com bastante cuidado as sanções ocidentais e introduzir suas próprias alternativas para reduzir ao mínimo os danos e incertezas”, frisou.

O BRICS deve gerar alternativas financeiras contra o dólar

Liu lembrou que é impossível ignorar o que vem acontecendo principalmente num cenário de sanções que geram perdas desnecessárias não só para a Rússia, mas para o mundo inteiro, negar Moscou por causa das sanções vai fortalecer os laços do BRICS para se protegerem das restrições por meio de medidas alternativas.

Financista chinês avisa, BRICS deve reduzir sua dependência do dólar
A economia mundial deve mudar após esse duelo bélico entre as nações e o BRICS deve excluir o dólar dos seus países ao valorizar moeda própria

“incentivar os países do BRICS a realizar transações comerciais em suas próprias moedas, promover a regionalização e internacionalização de suas moedas, emitir títulos e reduzindo a dependência do dólar americano e seus riscos, concluiu.

 

Portal Cabeça Livre [Reprodução autorizada mediante citação do Cabeça Livre com link do site]

 

Escrito com informaçãões da Sputnik Brasil

O município de Senador Pompeu no Ceará, receberá um investimento inicial de R$ 4,5 milhões para a construção de um galpão indústrial para a fábrica de calçados da Sugar Shoes. O empreendimento será executado pela Agência Nacional de Desenvolvimento (Adece) em parceria com a Prefeitura. Espera-se a criação de cerca de 500 novos postos de trabalho para garantir o funcionamento da nova fábrica.

A Sugar Shoes destacou ainda que a sua nova fábrica terá capacidade de produção diária de 10.000 pares de calçados. Não há previsão de quando a construção começará ou quando a unidade será concluída. O investimento inicial na construção da planta industrial será feito pela Adece, enquanto o município de Senador Pompeu participará da doação do terreno. Após a conclusão do projeto, o investimento final está previsto para ser de 15,7 milhões de reais somando as aplicações realizadas pelo Estado, município e iniciativa privada.

O acordo nacional de incorporação de novos negócios foi assinado sábado, 26/02, por meio de um acordo assinado por ambas as partes. Participaram da solenidade e assinaram os documentos: o governador do Ceará, Camilo Santana (PT); a vice-governadora Izolda Cela, o diretor de Infraestrutura e Apoio ao Patrimônio da Adece, Expedito Parente e do prefeito Maurício Pinheiro Jucá (PDT).

Investimento deve elevar o PIB do município de Senador Pompeu

Senador Pompeu tem em média 26 mil habitantes e o valor investido na nova fabrica resultará em um aumento de R$ 9,8 milhões no Produto Interno Bruto (PIB), R$ 1,2 milhão em salários brutos e R$ 569 mil em impostos. Essas previsões são do Centro de Inteligência Adece, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet).

 

Foto do destaque é uma vista áerea da cidade de senador Pompeu

 

Portal Cabeça Livre (Reprodução autorizada mediante citação do Cabeça Livre com link do site)