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  • Lygia Fagundes Telles é indicada ao Prêmio Nobel de Literatura

    Lygia Fagundes Telles foi indicada, nesta quarta-feira (3), pela União Brasileira de Escritores (UBE), à Academia Sueca para o Prêmio Nobel de Literatura deste ano. Para o presidente da UBE, Durval de Noronha Goyos, ela “é a maior escritora brasileira viva e a qualidade de sua produção é inquestionável”.

    O nome de Lygia foi escolhido de forma unânime pelos diretores da UBE. A obra da autora já foi traduzida para o alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, polonês, sueco e tcheco.

    Entre os livros que mais se destacam estão os romances Ciranda de Pedra e As Meninas e a coletânea de contos Invenção e Memória. As Meninas ganhou adaptação para o cinema em 1995, com direção do cineastas fluminense Emiliano Ribeiro.

    Assista ao filme As Meninas (completo)

    Nenhum brasileiro conquistou o Nobel de Literatura até o momento, ainda que outros autores nacionais já tenham sido indicados à Academia Sueca ou tiveram seus nomes sondados para receber o prêmio, como Ariano Suassuna, Jorge Amado, João Cabral de Melo Neto e Ferreira Gullar.

    Em 2015 a vencedora foi a bielorrussa Svetlana Alexievich.

    Lygia Fagundes Telles, de 92 anos, recebeu vários prêmios ao longo da carreira, tais como o Camões (2005), e o Jabuti (1966, 1974 e 2001). Ela tem obras traduzidas para o alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, polonês, sueco, tcheco, português de Portugal, além de adaptações de suas obras para o cinema, teatro e TV. Lygia fundou a UBE e faz parte do Conselho Diretor da instituição.

    O Nobel de Literatura é o maior prêmio literário concedido desde 1901. É atribuído a um autor de qualquer nacionalidade que tenha uma produção de destaque no campo literário. A produção inclui a obra inteira desse escritor, seus principais livros, sua mentalidade, seu estilo e suas filosofias, não distinguindo uma obra em particular.

    Algumas obras de Lygia:

    Romance

    Ciranda de Pedra, 1954
    Verão no Aquário, 1964
    As Meninas, 1973 (Prêmio Jabuti)
    As Horas Nuas, 1989

    Contos

    Porão e sobrado, 1938
    Praia viva, 1944
    O cacto vermelho, 1949
    Histórias do desencontro, 1958
    Histórias escolhidas, 1964
    O Jardim Selvagem, 1965
    Antes do Baile Verde, 1970
    Seminário dos Ratos, 1977
    Filhos pródigos, 1978 (reeditado como A Estrutura da Bolha de Sabão, 1991)
    A Disciplina do Amor, 1980
    Mistérios, 1981
    Venha ver o pôr-do-sol e outros contos, 1987
    A noite escura e mais eu, 1995
    Oito contos de amor, 1996
    Invenção e Memória, 2000 (Prêmio Jabuti)
    Durante aquele estranho chá: perdidos e achados, 2002
    Biruta, 2004
    Conspiração de nuvens, 2007
    Passaporte para a China, 2011
    O segredo e outras histórias de descoberta, 2012

    Texto escrito com informação das agências