Candidatos desabafam “No Iguatu o eleitorado não evoluiu é mesquinho e acreditam na troca do voto por dinheiro”

Candidatos desabafam “No Iguatu o eleitorado não evoluiu é mesquinho e acreditam na troca do voto por dinheiro”

Um fato verdadeiro é que a cada dia que se passa o eleitorado diminui, e quando falamos em diminuir não estamos falando de quantidade e sim de qualidade. O resultado das urnas nessas eleições 2020 na cidade de Iguatu/CE, foi algo desastroso quando falamos de renovação e esperança para a concretização das políticas públicas num futuro próximo.

Conversamos com três candidatos com perfil político diferente, um que representa a extrema direita, outro do centrão e um da esquerda. As conversas com os candidatos foram cheias de desabafos e por pedido dos mesmos, vamos manter a fonte anônima.

O candidato da extrema direita nos falou sobre os valores da família e do homem de bem durante sua campanha eleitoral, baseou todas as suas propostas nas defendidas pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e que bateu de porta em porta falando o nome do presidente como seu apoio e disse que nunca imaginou passar por tanto constrangimento provocado pelo eleitor pedindo dinheiro em troca do voto.

“Defendia valores e não corrupção e trocar dinheiro por voto é coisa de bandido, eu não gastei nenhum centavo comprando votos e eu sei que com a ajuda de Deus e do meu presidente Bolsonaro os votos que conquistei me agradaram bastante, não me deu a vitória como queria, mas me mostrou que estou no caminho certo”, disse.

O candidato do centrão lembrou que ouviu barbaridades a respeito da política e no final o eleitor perguntava “o que você vai me dar pra votar em você?”, nesse momento mentalmente ele se afirmava, a podridão não está só nos políticos e sim em quem vota neles, infelizmente quando o candidato apresentava propostas o mesmo eleitor indignado com a política não dava ouvidos a ele.

“Pense numa campanha difícil, levar propostas, tentar dialogar sobre as necessidades do seu bairro, sobre o que foi começado a fazer e não terminado, nada do que você falasse para a grande maioria dos eleitores não interessava. Corri esse Iguatu de ponta a ponta para tirar pouco mais de 150 votos, foi difícil porque as campanhas dos meus adversários estavam em outro nível de estrutura financeira. Como é pobre e sofrido meu povo que acaba se entregando a desonestidade por necessidade”, comentou.

Para o candidato da esquerda o povo iguatuense se perdeu e se entregou a banalidade política de trocar seu voto por uma vantagem momentânea, falar em propostas de políticas públicas no porta a porta foi pura perca de tempo, o eleitor só enxerga você pelo o que você tem e o que pode dar para ele, pedidos de conta de energia e água nem existem mais, o eleitor que voto pago e os preços são os mais absurdos possíveis e variam de quinhentos a mil reais. O candidato confessa que nunca tinha pensado de desistir de acreditar nas pessoas, mas a sua campanha mostrou que o parasitismo existe não por quem paga e sim por quem se coloca preço.

“A minha rotina na Igreja e nos meus trabalhos e debates nas comunidades nunca tinha presenciado tantas barbaridades, gente que tem discurso politizado nas redes sociais que se colocam como pensadores e que iriam me ajudar na campanha me pedindo dinheiro para garantir os votos da casa dele, sinceramente a política que nós da esquerda acreditamos é naquela que podemos se ajudar, compartilhar e defender os direitos básicos como educação, saúde, moradia, enfim, tudo que melhore a vida das pessoas, mas no Iguatu tudo volta a se perder e apequenar para os próximos quatro anos.”, falou.

A fala dos candidatos deixa bem claro como o poder econômico em algumas campanhas foi decisivo para o voto, a própria justiça não fiscaliza como deveria ser por conta da sua própria infraestrutura limitada, mas melhor que depender disso, seria o tal cidadão que se diz politizado e de bem, mudar isso com o voto consciente repleto de esperança e sonhos de uma sociedade evoluída e justa, mas optou pela continuação de ser mais uma utopia local.


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