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Do Blog do Rikáryo Mourão - O discurso parecendo mensagem de Twitter do presidente do Brasil, Bolsonaro (PSL-RJ), nesse último dia, 22/01, na sua primeira viagem internacional se tornou a piada do momento entre as delegações que participavam da edição 2019 do Fórum Mundial Econômico em Davos - Suíça.

Usou dados considerados mentirosos pela imprensa mundial quando relatou números sobre o meio ambiente. - que ele entregou via medida provisoria ao agronegócio que é responsável sozinho pela poluição, desmatamento e uso de mais de 75% da água potável do Brasil-.

Pior foi a burguesia liberal confirmar a ignorância da delegação Brasileira, com exceção dos ministros Moro e Guedes, mais ninguém falava inglês, o discurso lido com dificuldades pelo presidente do Brasil foi fatídico de apenas 6 minutos e 31 segundos segundos, se formos comparar, Lula discursou 17 minutos e 47 segundos em 2007 e Dilma 33 minutos e 8 segundos em 2014, inclusive o trecho que falava em “estocar vento” que muitos dão risada no Brasil por pura ignorância, serviu para a Noruega montar sua estratégia que hoje estoca mais de 55% da sua energia via vento.

Bolsonaro tentou usar Moro como blindagem positiva para dizer que iria acabar com a corrupção, mas em Davos o caso da lavagem de dinheiro com o Queiroz que envolve diratamente a primeira dama, Michelle Bolsonaro com um cheque de 24 mil reais e do filho Flávio Bolsonaro com as milícias que assassinaram a vereadora Mariele Franco e defesa do assassinato da juíza, Patrícia Acioli, despertou um clima muito ruim junto a imprensa internacial que pergunta o tempo inteiro sobre os casos da familia Bolsonaro ao ponto de forçar Bolsonaro a quebrar um protocolo de honra em Davos, que foi cancelar na última hora uma tradicional coletiva de imprensa.

Além do falatório desanimador entre os participantes, estava o editor-chefe da revista “Americas Quartely”, Brian Winter, que usou expressões para qualificar Bolsonaro como: “Desastre”, “constrangimento geral” e “realmente bizarro”.

Não só para Winter, mas para os investidores o resultado foi o mesmo e influenciou diretamente a tragédia financeira no Brasil, como noticiou a Folha de São Paulo, a Ibovespa encerrou o dia com queda de 0,94%, a 95.103 pontos. O giro financeiro foi ruim e abaixo dos últimos pregões, R$ 13,8 bilhões.

O dólar também teve influência negativa e começou em queda R$ 3,7470, mas fechou o dia em alta de 1,14%, a R$ 3,8040, o maior patamar desde 2 de janeiro.

Bolsonaro segue isolando o Brasil

A imagem do Brasil no Fórum em Davos esse ano foi ruim o país foi ridicularizado diferente dos últimos 20 anos de participação no Fórum que sempre foram momentos positivos, fortalecia os olhares para os futuros investimentos no país. FHC, Lula e Dilma sempre representaram bem, inclusive os anos de 2007 e 2008 são considerados os maiores recordes da bolsa no Brasil quando se analisa usando a inflação e poder de compra da moeda real, foi o período que praticamente o Brasil deixou só de participar para ser um dos centros das atenções da cúpula econômica mundial.

A imagem de ignorância e isolamento de Bolsonaro é trágica para o comércio de importação e exportação do Brasil, agenda atropelada e sem rumo na Suíça permitiu um encontro com o presidente suiço, Ueli Maurer, (que por ser anfitrião tem por obrigação falar com todo os líderes de estado) e com o ex-premiê britânico, Tony Blair, (que sussurou para os tablóides ingleses) que aceitou o pedido de conversa até para tentar entender o novo presidente do Brasil.

Até lá vamo ter que aprender a conviver com rotulo de país sem rumo e com frases como a dita pelo economista Robert Shiller - "O Brasil merece alguém melhor".


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