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Centenas de prostitutas na Austrália decidiram se rebelar contra o estigma de vítimas. Desde o início desta semana, essas mulheres vêm publicando suas fotos nas redes sociais com pequenos perfis escritos por elas próprias e a hashtag #FacesOfProstitution (faces da prostituição, em inglês).

O objetivo é divulgar uma imagem positiva da indústria do sexo, para combater a ideia de que todas as profissionais são obrigadas a trabalhar nesse ramo contra sua vontade.

"Tenho quase certeza de que não me pareço com uma viciada em drogas. Não preciso de salvação, obrigada", escreveu uma mulher. "Universitária. Aspirante a advogada. Ativista. Filha, irmã, profissional do sexo. Não preciso ser resgatada", publicou outra. "Tão drogada e sem saúde que consigo me sustentar no pole com apenas um braço", tuitou uma terceira entre tantas mulheres australianas.

Tudo começou por causa dos 25 anos do filme "Uma linda mulher", estrelado por Julia Roberts. Um blog para mulheres publicou um post dizendo que o longa-metragem glorifica a profissão e "engana (mulheres) fazendo-as acreditar que a prostituição é algo glamuroso e romântico". O artigo, cujo título é "A trágica realidade por trás da inspiração de 'Uma linda mulher'", afirma que 75% das mulheres nesse ramo foram estupradas, que 68% sofrem de estresse pós-traumático e que a maioria começou depois de ser abusada sexualmente na infância. Nenhuma fonte oficial é atribuída a essas estatísticas.

A primeira a reagir contra o post, repubicado pelo site da revista feminina "Mammamia", foi a garota de programa Tilly Lawless, de 21 anos, da cidade de Sidney. Ela achou que o texto criava uma imagem prejorativa da prostituição e decidiu publicar no Instagram uma foto sua para mostrar a perspectiva de uma jovem bonita e saudável que decidiu se tornar prostituta por vontade própria. Em seguida, Tilly foi contactada pela Associação de Profissionais do Sexo da Austrália, que pediu a ela para publicar a foto também no Twitter. A partir daí, a iniciativa recebeu a adesão de centenas de mulheres.

"Foi uma agradável surpresa. Profissionais do sexo são raramente humanizadas como indivíduos, tão frequentemente nossos corpos são citados mas a publicação dos nossos rostos nas redes sociais é algo tão poderoso", disse a prostituta à BBC.

Veja várias moças clicando na hashtag: #FacesOfProstitution

Texto escrito com informações da BBC e Direitos por humanidade


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