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Segundo a pesquisa, 83,6% das respondentes já sofreram algum tipo de violência psicológica, 65,7% já tiveram sua competência questionada e 64% já sofreram abuso de poder de chefes ou fontes.

“A discussão [do assédio nas redações] é essencial. O fato de a repórter ser mulher não pode, em nenhuma hipótese, se tornar um fator de risco para sua atuação profissional”, aponta Maiá Menezes, diretora da Abraji e consultora executiva da pesquisa “Mulheres no Jornalismo Brasileiro”. Para ela, “o assédio é uma situação de risco” e a liberdade de expressão “fica comprometida com o cerceamento do trabalho do profissional”.

O projeto, realizado pela Abraji e pela Gênero e Número em parceria com o Google News Lab teve como objetivo mapear a violência e o assédio das profissionais de imprensa por fontes e nas redações. O levantamento, inédito no país, foi idealizado após uma repórter do UOL ser assediada por um cantor durante uma entrevista. A partir de entrevistas com grupos focais de jornalistas em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre, foi criado um questionário mais abrangente, que recebeu respostas de 477 mulheres que atuam em 271 veículos diferentes ao longo de 2 meses.

Segundo a pesquisa, 83,6% das respondentes já sofreram algum tipo de violência psicológica, 65,7% já tiveram sua competência questionada e 64% já sofreram abuso de poder de chefes ou fontes. Além disso, 86% das mulheres entrevistadas já vivenciaram algum tipo de discriminação de gênero no trabalho a oportunidades de crescimento profissional, distribuição de tarefas ou definição de salários.

Os resultados completos foram divulgados em evento no começo de dezembro. Agora, estão também disponíveis em um site interativo, que explica a metodologia da pesquisa e aponta recomendações para os veículos de imprensa avançarem rumo a igualdade de gênero no jornalismo.

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